terça-feira, 18 de agosto de 2009

O desenho dos Arquitectos

Hoje decidi-me a pôr em ordem as toneladas de apontamentos que ao longo de 5 anos fui acumulando durante o curso...
Sabem como é.. vai-se arrumando, vai-se relembrando alguns dos momentos em que registamos as "sábias palavras" dos professores no papel, a troca de impressões com os colegas, resumindo... demorei uma eternidade!

No meio daquelas resmas de papel, houve algo que me captou a atenção.
O título era:

O desenho dos Arquitectos

11 normas que um estudante de arquitectura não deve esquecer
(e sobre as quais deve meditar)


e tive de reler o que estava lá escrito, na altura, ainda no 1º ano compreendi o que significavam, mas hoje tenho a percepção global de tudo o que diziam... tive tempo para meditar sobre o assunto...

Deixo-vos então aqui estes "ensinamentos", assim como um dos meus esquissos.. talvez seja útil..



O desenho dos Arquitectos

11 normas que um estudante de arquitectura não deve esquecer
(e sobre as quais deve meditar)


1º - O desenho dos arquitectos deve fazer referência a objectos reais, volumes ou espaços a serem construídos.

2ª - Então, o desenho é um meio de alcançar um fim e o fim é o controlo objectivo da forma.

3º - O desenho dos arquitectos deve dirigir-se à compreensão, à representação, à criação do facto/objecto arquitectónico.

4ª - O desenho dos arquitectos deve ser objectivo - manifestar a forma como é manifestar o volume e o espaço.

5ª - O desenho dos arquitectos deve demonstrar capacidade de observação, ou seja, demonstrar um método de apreender a olhar para mostrar uma forma de analisar.

6º - O desenho dos arquitectos deve elucidar sobre a compreensão do modelo: composição e estruturação dos volumes, relações e proporções.

7º - Não se conhece uma coisa se ela é impossível de graficamente representar.

8º - O desenho dos arquitectos deve mostrar a capacidade de construir as distintas partes.

9º - O conjunto desenhado entender-se-á como o resultado da soma das partes articuladas.

10º - Só se desenha bem, desenhando muito.

11º - O desenho é um exercício de paciência.



Abraço

domingo, 16 de agosto de 2009

De volta... Centros de Artes

Já não dedicava algum tempo ao blog há uns meses, ora por falta de tempo devido a motivos profissionais, ora por mera preguiça...

Fiz umas viagens pelo país, visitei alguns edifícios tendo em conta a escrita da dissertação de mestrado e volto de ideias renovadas. Nos próximos "posts" irei falar um pouco dos edifícios visitados, assim como das cidades onde se encontram e espero que os textos sejam um incentivo à vossa crítica, através de comentários, e talvez a futuras visitas a estes espaços.

Centros de Artes:

Centro Galego de Arte Contemporânea, Santiago de Compostela

Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, Bragança

Centro de Artes de Sines, SInes


Voltarei em breve com algumas palavras!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O Novo Homem Vitruviano

Homem Vitruviano de Leonardo Da Vinci





O Novo Homem Vitruviano


Já agora, a título de curiosidade, podemos encontrar o seguinte texto no wikipédia:



"O Homem Vitruviano é um desenho famoso que acompanhava as notas que Leonardo da Vinci fez ao redor do ano 1490 num dos seus diários. Descreve uma figura masculina desnuda separadamente e simultaneamente em duas posições sobrepostas com os braços inscritos num círculo e num quadrado. A cabeça é calculada como sendo um oitavo da altura total. Às vezes, o desenho e o texto são chamados de Cânone das Proporções.
O desenho actualmente faz parte da colecção/coleção da Gallerie dell'Accademia (Galeria da Academia) em Veneza, Itália.
Examinando o desenho, pode ser notado que a combinação das posições dos braços e pernas formam quatro posturas diferentes. As posições com os braços em cruz e os pés são inscritas juntas no quadrado. Por outro lado, a posição superior dos braços e das pernas é inscrita no círculo. Isto ilustra o princípio que na mudança entre as duas posições, o centro aparente da figura parece se mover, mas de fato o umbigo da figura, que é o verdadeiro centro de gravidade, permanece imóvel.
O Homem Vitruviano é baseado numa famosa passagem do arquitecto/arquiteto romano Marcus Vitruvius Pollio na sua série de dez livros intitulados de De Architectura, um tratado de arquitetura em que, no terceiro livro, ele descreve as proporções do corpo humano:
Um palmo é a largura de quatro dedos;
Um pé é a largura de quatro palmos;
Um antebraço ou cúbito é a largura de seis palmos;
A altura de um homem é quatro antebraços (24 palmos);
Um passo é quatro antebraços;
A longitude dos braços estendidos de um homem é igual à altura dele;
A distância entre o nascimento do cabelo e o queixo é um décimo da altura de um homem;
A distância do topo da cabeça para o fundo do queixo é um oitavo da altura de um homem;
A distância do nascimento do cabelo para o topo do peito é um sétimo da altura de um homem;
A distância do topo da cabeça para os mamilos é um quarto da altura de um homem;
A largura máxima dos ombros é um quarto da altura de um homem;
A distância do cotovelo para o fim da mão é um quinto da altura de um homem;
A distância do cotovelo para a axila é um oitavo da altura de um homem;
A longitude da mão é um décimo da altura de um homem;
A distância do fundo do queixo para o nariz é um terço da longitude da face;
A distância do nascimento do cabelo para as sobrancelhas é um terço da longitude da face;
A altura da orelha é um terço da longitude da face.
Vitrúvio já havia tentado encaixar as proporções do corpo humano dentro da figura de um quadrado e um círculo, mas suas tentativas ficaram imperfeitas. Foi apenas com Leonardo que o encaixe saiu corretamente perfeito dentro dos padrões matemáticos esperados.
O redescobrimento das proporções matemáticas do corpo humano no século XV por Leonardo e os outros é considerado uma das grandes realizações que conduzem ao Renascimento italiano.
O desenho também é considerado freqüentemente como um símbolo da simetria básica do corpo humano e, para extensão, para o universo como um todo. É interessante observar que a área total do círculo é identica 'a área total do quadrado e este desenho pode ser considerado um algoritmo matemático para calcular o valor do número irracional phi (=1,618). "


terça-feira, 11 de novembro de 2008

O que é ser Arquitecto?

(leitura não recomendada a menores)


- Trabalhar em horários estranhos (tal como as putas)

- Pagarem-nos para fazer o cliente feliz (tal como as putas)

- O cliente às vezes até paga muito, mas o nosso patrão fica com quase tudo (tal como as putas)

- O nosso trabalho vai sempre além do expediente (tal como as putas)

- Somos recompensados por realizar as ideias do cliente (tal como as putas)

- Os nossos amigos distanciam-se e só andamos com outros iguais a nós (tal como as putas)

- Quando vamos ao encontro do cliente temos que estar sempre apresentáveis (tal como as putas)

- Mas quando voltamos parecemos saídos do Inferno (tal como as putas)

- O cliente quer sempre pagar menos e que façamos maravilhas (tal como as putas)

- Quando nos perguntam em que é que trabalhamos, temos dificuldade em explicar (tal como as putas)

- Se as coisas dão errado é sempre culpa nossa (tal como as putas)

- Todos os dias ao acordar dizemos: 'NÃO VOU PASSAR O RESTO DA MINHAVIDA A FAZER ISTO' (tal como as putas)"


E no fim as putas ganham mais que os arquitectos!!!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

When architects get bored

Enviaram-me há dias um e-mail com um corte curioso... Deixo aqui a parte escrita..

When architects get bored



"A reader sent this through with the subject line, 'when architects get bored'
At first glimpse it looks like an everyday section. But look closer and you'll see someone has decided to put their design skills to mischievous use. 
Who do you think might have done it? My guess is a junior architectural assistant forced to fetch one too many cups of coffee….
 "